Não quer dizer que seu papel não seja importante, quer dizer que o gerente deveria ser EQUIPE e não um ser alienígena.

Ao longo do século XX a palavra alienígena passou a cada vez mais designar qualquer ser vivo, inteligente ou não, vindo de outro planeta, cabeçudo, que ninguém entende e diferente de todos. Vamos lá, no meio corporativo todos já vimos esses seres ou temos “um amigo” que é assim.

Se você está disposto a encarar que as coisas mudam, precisam evoluir e que a aristocracia não tem espaço em equipes de alta performance, ainda há salvação!

São as equipes que movem o mundo, produzindo carros e aeronaves, desenvolvendo sistemas de computador, criando games, atendendo telefones, lançando foguetes, fazendo reportagens e até guerrilhando. A tendência, pelo menos aqui no Brasil, é focarmos no indivíduo porque, intuitivamente, isso faz mais sentido. Você quer as pessoas mais competentes, mas elas são diferentes; então, se você se concentrar em conseguir os melhores profissionais, terá os melhores resultados, certo? Bem, não é tão simples quanto parece. Veja:

Seleção brasileira de Futebol (2014): Mesmo com 11 Neymares o Brasil não teria sido campeão.

Seleção brasileira de Voleibol (1992): Não foi o Marcelo Negrão que ganhou a medalha de ouro nos jogos olímpicos. A equipe ganhou.

Green Bay Packers da NFL (2010): Não foi o Aaron Rodgers que ganhou o Super Bowl XLV para os Packers, foi o time.

As equipes que buscam excelência precisam incorporar de forma genuína o processo de aprendizagem contínua, permitindo que todos avaliem o que já criaram e de que forma o criaram. As estruturas mais modernas de criação de produtos buscam aproveitar a maneira como as equipes realmente trabalham, dando a elas as ferramentas para se auto-organizar e, o mais importante, aprimorar rapidamente a velocidade e a qualidade de seu trabalho. Abomine o “mimimizmo”. #chegademimimi

Mas meu gerente não disse onde eu errei; não sei direito o que está bom, nem qual é o real objetivo do meu trabalho.

Não sabe? Pergunte! Seja líder de você mesmo!

Simples de se entender, mas difícil de se implementar.

Esse assunto é velho e extensamente apresentado nas Pós-Graduações e MBAs por ai, mas é muito mais do que uma teoria, é uma ferramenta que precisa ser exercitada diariamente pelas equipes.

O maior desafio será a mudança cultural, pois talvez você não tenha alçada para melhorar as coisas, pode parecer estranho, mas muitos ficarão em suas zonas de conforto por “medo” ou por acharem que já estão no auge “não tenho mais pique para estudar; não mexe com isso não, pra que mais trabalho? Eu sou o chefe aqui e não quero nada disso”.

Mas tome cuidado para não virar alienígena, provavelmente você enfrentará muitos obstáculos e, sem apoio institucional, você acabará desistindo. Encontre uma forma de começar pequeno e mostrar os resultados obtidos.

As pessoas costumam seguir quem sabe para onde está indo.

Algumas atitudes que podem ajudar nessa jornada:

  1. Objetivo. Alinhamento entre a missão da empresa e o propósito de cada time;
  2. Priorização. O que mais agrega valor vem primeiro;
  3. Equipes Pequenas. Por que essa é a forma mais eficaz de se trabalhar;
  4. Agilidade. Quebre um problemão em vários probleminhas;
  5. Inspecione e Adapte-se. Não importa quantas vezes seja necessário;
  6. Equipe Certa. São as equipes que fazem as coisas;
  7. Feedback Constante. A obrigação primária deve ser sua!
  8. Repita
  9. Repita
  10. Repita…

Em todas as grandes equipes, são seus membros que decidem de que forma irão atingir os objetivos definidos pelos líderes da organização.