O uso de sistemas legados já faz parte da realidade de várias empresas. Normalmente incorporados a rotinas importantes do dia a dia do empreendimento, a manutenção desse tipo de ferramenta se apresenta como um desafio para o negócio. Conforme a tecnologia muda, é importante manter o software funcional e integrado com soluções mais modernas.

Mas, como garantir que a infraestrutura de TI possa se manter integrada sem comprometer a segurança de sistemas corporativos? Veja neste post!

O que é um sistema legado?

Em geral, o termo “sistema legado” é usado para definir aplicações que foram criadas há algum tempo e que ainda são utilizadas pelo negócio. Quando esse tipo de ferramenta é criada por uma empresa externa, é muito comum que ela já esteja com o ciclo de suporte encerrado. Os sistemas legados também são conhecidos por apresentarem outras características, tais como:

  • uso de tecnologias obsoletas no seu código-fonte;
  • ausência de documentação sobre o seu funcionamento;
  • manutenção com alto custo;
  • estarem integrados a rotinas críticas do negócio.

Diante de tais fatores, os custos para manter um sistema legado muitas vezes é alto. Como a sua integração com a cadeia operacional do negócio é vista como um fator estratégico, gestores muitas vezes adotam estratégias para atualizar as aplicações, mantendo os seus recursos mais importantes. Assim, a empresa pode se manter operacional sem comprometer a sua rentabilidade.

Qual a importância de manter sistemas legados atualizados?

Empresas podem manter sistemas legados por muitos motivos. Mas, em geral, o principal deles está associado com a importância que a aplicação possui para os seus processos: ainda que o empreendimento tenha acesso às ferramentas mais modernas, os custos para atualizar a infraestrutura podem ser proibitivos.

Diante disso, o negócio pode investir em mecanismos para manter tais soluções integradas no seu dia a dia sem comprometer a sua rotina. Elas podem envolver um desenvolvimento completo de um software novo a partir das bases do sistema legado ou a simples integração da solução a aplicações já existentes por meio de APIs e técnicas de programação.

Isso é algo comum, por exemplo, em instituições financeiras. Como muitos dados sobre correntistas estão disponíveis em soluções antigas, esse tipo de empresa investe na contratação de times para manter o software funcional e integrado a aplicações modernas.

Nesse cenário, os custos para atualizar uma ferramenta que faz parte do dia a dia de vários setores, treinar profissionais e lidar com erros acaba sendo maior que os gastos de manutenção dos sistemas legados.

Tenha em mente, também, que o sistema legado é um grande risco de segurança para a empresa. Conectados à web, eles podem ser a porta de entrada para hackers invadirem a infraestrutura do negócio.

Como parte das suas vulnerabilidades conhecidas não podem ser mais corridas facilmente, será muito mais fácil para um invasor obter dados internos. Com a modernização da aplicação, no entanto, esse problema pode ser mitigado.

Como atualizar sistemas legados corretamente?

Independentemente da modernização de sistemas legados ser feita internamente ou com um time contratado, é importante que a empresa escolha estratégias inteligentes e capazes de manter a solução com o maior nível de modernidade possível. Isso deve incluir um conjunto contínuo de táticas, tais como:

1. Adote técnicas de refactoring ou estrangulamento

A técnica de estrangulamento é uma forma de atualizar todo o código de um sistema sem comprometer a sua experiência de uso durante esse processo. Nesse caso, o desenvolvedor reescreve todos os recursos de um software, inserindo novas funcionalidades e mecanismos de segurança.

Esse trabalho é feito de maneira contínua, muitas vezes mantendo bugs da aplicação legada. Testes são feitos para garantir que nenhuma rotina seja comprometida e que novas funcionalidades possam ser adicionadas gradualmente. Uma vez que o estrangulamento esteja completo, a empresa faz a troca das aplicações e integra a nova solução no seu dia a dia.

2. Reescreva as aplicações

Reescrever as aplicações pode ser um processo complexo, mas que, se bem executado, terá um grande impacto na forma como o sistema legado é utilizado. Com esse processo, a empresa pode aplicar novas metodologias de desenvolvimento para estruturar a aplicação, eliminar vulnerabilidades e integrar tecnologias mais frescas ao sistema.

Para aplicar essa estratégia, o ideal é que o código-fonte esteja bem documentado. Dessa forma, o time de desenvolvedores precisará de menos tempo para incorporar novos recursos e garantir que a solução funcione de maneira mais inteligente.

3. Contrate um pacote de soluções integradas

Muitas vezes mudanças podem ocorrer no cenário da empresa que levam o negócio a ter novas necessidades. Nesse momento, a contratação de soluções que trabalham de maneira integrada para incorporar novos recursos ao sistema legado é uma boa estratégia. Assim, a companhia consegue manter a aplicação funcional e moderna.

4. Desenvolva testes automatizados

Testes são um ponto-chave para manter qualquer software funcional. Eles auxiliam o developer a identificar problemas na aplicação, avaliar se a sua performance corresponde ao esperado e como os recursos são apresentados para o usuário. Assim, a aplicação de mudanças passa a ser mais inteligente e precisa.

Na atualização de sistemas legados, ferramentas de testes automatizados podem ter um valor a parte. Com elas, a empresa conseguirá identificar com mais precisão se a ferramenta mantém os seus recursos funcionais em vários cenários e, assim, garantir que o usuário não será prejudicado com alguma mudança.

5. Foque no Feature Toggles

A técnica de Feature Toggles, também conhecida como Feature Flags, permite que o negócio trabalhe no código-fonte de uma aplicação legada sem modificar o seu código. Esse processo utiliza um conjunto de estratégias para incorporar novas funcionalidades a um sistema legado, atualizando os seus recursos e mudando o seu funcionamento sem que o número de erros seja alto.

O uso de sistemas legados faz parte do dia a dia de várias empresas. Eles auxiliam negócios a se manterem operacionais e, em muitos casos, estão conectados a rotinas críticas para o empreendimento.

Portanto, saber atualizar tipo de aplicação sem comprometer o fluxo de trabalho do negócio é um ponto-chave para que o time de TI possa mantê-lo mais eficaz e inteligente. Dessa forma, os sistemas legados serão mantidos integrados ao dia a dia da empresa e sempre poderão contribuir para a busca de melhores resultados a médio e longo prazo.

Além das dicas acima, a empresa também pode trabalhar com a análise de dados para otimizar sistemas legados. Saiba mais sobre o papel de tecnologias como o Big Data e o BI no ambiente corporativo no nosso post sobre o tema!