A velha máxima do mercado é ouvida várias vezes nas conversas dos almoços, happy hours e até mesmo em uma festa. Sim, a velha máxima se faz presente em qualquer bate-papo quando o assunto é a relação empregado-patrão, profissional-empresa ou, se preferir o termo mais contemporâneo, colaboradores-líderes. Mas será mesmo que somos apenas números quando inseridos no mercado empresarial? Nem sempre…

Como já falamos aqui, um dos mais recentes conceitos criados (e aplicados) no mundo empresarial é o “People Centric”, termo que, quase ao pé da letra, significa “centrado nas pessoas”. Pois bem, a nova era tem mostrado, com certo sucesso, que os antigos formatos de gestão de pessoas, processos e operações podem estar com os dias contados: ficarão estagnados ou, dependendo da visão da empresa, caminharão para atualizar a sua forma de gerir negócios com atenção especial às pessoas.

A Netflix pode ser considerada uma empresa que vive a realidade do People Centric em seu dia a dia. Talvez por ser uma empresa especializada em serviços de streaming, estar conectado é tudo, mas não depender de uma linha vertical de chefia faz mais sentido. Tendo superado em 50% o rendimento do SBT de Silvio Santos, a jovem Netflix possui apenas 50 funcionários no Brasil. E pasmem, eles não têm chefes. Ou seja, acreditam em uma gestão em linha horizontal, um formato que faz realmente a diferença na gestão.

Toda empresa é feita por pessoas, todos nós já sabemos disso, mas hoje o valor das pessoas têm sido substituído pelos números, ainda que de forma mais lenta para algumas corporações. A velha máxima tem perdido força, mesmo com um bom número de empresas gigantes que insistem no formato mais tradicional, ou seja, aquele perfil industrial, de cima pra baixo, horários rígidos, comandos, mandos e desmandos do topo até o chão de fábrica e assim por diante. O formato tão clássico de décadas anteriores talvez não faça mais sentido, pelo menos no quesito sucesso e satisfação da empresa e de seus colaboradores.

Voltemos ao Netflix. A empresa teve faturamento de 1,4 bilhão de reais e cerca de 8 milhões de novos assinantes em 2018. Queremos falar de pessoas, não de números, mas é sempre bom ter estes dados em mãos pra ver que uma empresa que não se enquadra nos moldes arcaicos de administração e operação pode sim ter sucesso no mercado, inclusive, ultrapassar as gigantes que não querem sair ou perder o status quo. E isso é bom, pois reafirma que novos processos de gestão se fazem necessários, principalmente os que pensam em pessoas.

O People Centric também se encontra na retenção de talentos, afinal pessoas talentosas podem não tolerar gestões autoritárias e que pouco “ouvem” seus funcionários. Lucro é importante, mas sem pessoas ele não existe. Logo, se a empresa tem um ambiente agradável de trabalho e que pensa realmente nas ideias das pessoas no sentido de fazer a empresa “vingar” no mercado, o lucro e o reconhecimento tendem a vir.

E, como talentos são únicos, ter uma equipe talentosa e focada no mesmo negócio, com diferentes aptidões, visões e experiências, é o que mais pode agregar valor à uma empresa.

Fonte (dados Netflix): http://atl.clicrbs.com.br/atlpop/2018/12/26/netflix-do-brasil-tem-50-funcionarios-e-nenhum-chefe-entenda/


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