Em um mercado pautado pela transformação digital, processos ágeis e cenários voláteis, o desenvolvimento de software e sistemas deve acompanhar a crescente complexidade dos negócios. Neste sentido, existe o desafio de se pensar em aplicações que sejam capazes de atender às principais necessidades das empresas, garantindo a segurança de dados, a integração entre sistemas, a boa experiência aos clientes e usuários finais, além de eficiência e escalabilidade.

Mas, se os projetos digitais se tornam cada vez mais complexos, o código por trás deles também deve ser aprimorado. A criação de back-ends de aplicações, que é o que oferece estrutura e apoio às ações dos usuários, é capaz de entregar todas as necessidades listadas acima, porém, quando falamos de grandes projetos ou até mesmo de arquiteturas baseadas em microsserviços, tais estruturas podem se tornar complexas demais, prejudicando a manutenção ou a melhoria dos sistemas.

É aí que o conceito de Clean Architecture pode fazer a diferença. Desenvolvida por Robert C. Martin, personalidade da comunidade de softwares, a Clean Architecture consiste em uma metodologia para facilitar o desenvolvimento de códigos de arquitetura, em que os componentes possuem um baixo grau de dependência, ou seja, são desacoplados. Nesse modelo, encontramos um diagrama de camadas em que cada um dos componentes possui suas próprias responsabilidades e cada camada tem dependência apenas com a camada de dentro – um código que encapsula a lógica de negócios, mas a mantém separada do mecanismo de entrega – conforme é possível notar na imagem abaixo, elaborada por Martin.

As vantagens da Clean Architecture para o back-end

Para simplificar o desenvolvimento, a manutenção e a evolução do código dos sistemas, é normal que os desenvolvedores deem uma grande atenção à arquitetura utilizada, já que a mesma é responsável por definir os componentes e suas relações entre si e, portanto, o funcionamento do sistema. A principal característica da Clean Architecture – a separação e independência das camadas, garante aos desenvolvedores maior facilidade na manutenção do software. Isso significa que, se um banco de dados, um framework ou uma interface se tornam obsoletos ou insuficientes, é possível substituir uma camada e preservar o core do projeto.

A seguir, listamos três benefícios da utilização da Clean Architecture. Veja só:

  1. Independência de banco de dados: como a arquitetura não está atrelada a um banco de dados específico, sua lógica de negócios independe disso. Assim, é possível trocar o banco de dados de maneira ágil e simples e sem afetar as regras do sistema, seja ele MongoDB, Postgres, CosmosDB ou DynamoDB.
  2. Independência de interface do usuário: o core do processo das regras de negócio independe da interface, seja CLI ou REST API. Em resumo, com a interface independente, não há interferência no funcionamento do sistema.
  3. Independência de framework: neste modelo, frameworks como NodeJS e Fastify devem ser utilizados apenas como ferramentas e não interferem na arquitetura e no processamento das regras de negócio.

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