O Caminho para o Business Agility foi tema do Iteris Agile talk organizado pela Iteris Consultoria. O webinar teve o apoio do da FIAP, Pipoca ágil , Agiliza Ceará, GESPRO, Mindset ágil e JornadaÁgil731 , a mediação da Mafê Luvizzoto e a participação de, Alessandra Amazonas, Wendel Santos, Fabiano Milani, Ari Amaral  e André Rentes.

Propósito:

O evento de Business Agility teve o propósito de trazer o tema agilidade de negócio para ser discutido entre pessoas que estão enfrentando o desafio na prática de fazerem as empresas trabalharem de forma sistêmica e responderem rapidamente as mudanças do mercado colocando seus clientes no centro.

Início:

O início do evento teve o João Gabriel Bastos, Diretor de Business Growth na Iteris Consultoria.

Ele agradeceu os mais de 1000 inscritos no webinar e falou da importância do tema de Business Agility para as empresas e para Iteris, que atua de forma NextGen apoiando as organizações, independente do seu tamanho, tanto no delivery quanto nas transformações ágeis, a trabalharem de forma mais sistêmica e assertiva.

Gabriel colocou um pouco sobre a questão de bastante empresas ainda possuem dificuldade de usar agilidade no seu dia e como a Iteris as apoia tanto com a estratégia de produtos, times ágeis, frameworks, DevOps, automação, área de qualidade, engenharia de software e a arquitetura e como colocar todos eles se complementando dentro de um contexto organizacional.

A Iteris ganhou o selo ISG Provider Lens 2021 em duas categorias: Agile Development Specialist, ou especialista em desenvolvimento ágil, e Aplication Quality Assurance, ou Garantia de qualidade das aplicações.

Business Agility:

O conteúdo do evento inicializou com a apresentação do Ari Amaral , Agile Expert na Iteris Consultoria e Professor do MBA de Businsess Agility da FIAP.

Ele trouxe o tema: Agilidade organizacional – Como usar agilidade como meio para resolver problemas da organização.

Desafios:

Foi trazido um relatório feito pelo Business Agility Institute, de 2020, que mostra os 10 principais temas para se enfrentar a agilidade organizacional, onde foi destacado o estilo de liderança, o mindset ágil e os silos organizacionais.

Para realmente se ter uma organização trabalhando de forma sistêmica, as organizações precisam investir em melhorar os temas destacados no relatório.

A falta de um estilo de liderança servidora e sistêmica, assim como os silos organizacionais, contribuem para que entre os principais obstáculos para adoção de agilidade nas empresas.

Mas, o principal obstáculo pode ser considerada uma resistência à mudança por parte da organização. Muito disso se deve a forma que as organizações vêm empurrando sua forma de trabalho gerando pouco engajamento.

Benefícios:

Trabalhar com agilidade organizacional significa ter uma série de benefícios na sua empresa:

  • Melhor time to Market;
  • Maior satisfação dos clientes;
  • Maior compromisso, participação e senso de pertencer das pessoas;
  • Objetivos e prioridades claros e bem definidos;
  • Maior conhecimento transversal e sistêmico entre às áreas.

Dores:

As empresas, hoje, vêm vivenciando uma série de dores que acabam sendo comum a grande maioria e que podem ser minimizadas e tratadas com a agilidade de negócios.

As principais dores citadas foram:

  • Baixa eficiência de entregas;
  • Falta de ritmo sustentável de trabalho;
  • Baixo engajamento por parte das pessoas;
  • Alto turnover de talentos;
  • Entregas que não geram o valor esperado;
  • Falta de clareza das dores e dos impactos causados por elas.

Business Agility vem para que as empresas tratem essas dores, se adaptem mais rápido ao mercado e possam sobreviver as mudanças e crescer de forma mais assertiva.

O que é Businessa Agility?

Business Agility é sobre a organização trabalhar de forma sistêmica onde a sua organização é como suas áreas e pessoas se relacionam para gerar cada vez mais resultados efetivos.

A sua empresa não é a soma das suas áreas, mas sim o produto da relação entre elas alinhadas a um propósito.

Uma organização para dizer que está realmente trabalhando com agilidade de negócio precisar ser uma organização que esteja aprendendo continuamente.

As organizações estão descobrindo novas formas de trabalhar e aprendendo na prática, assumindo que a busca pela eficácia – fazer a coisa certa – nunca para.

Para se trabalhar com agilidade de negócios, é inevitável que as empresas saiam de uma visão “projetizada” para uma visão “produtizada”.

Precisamos que toda cadeia de valor da organização esteja orientada a produtos.

Uma das formas de se trabalhar com Business Agility é adotar o conceito de flight levels, onde a organização tem uma forma de trabalho bem conectada entre o estratégico, o nível de coordenação e o operacional.

Nessa forma de trabalho é preciso que cada nível conheça bem como funciona o outro e tenham métricas e uma gestão visual que os permitam pensar de forma alinhada e conjunta. Não existe formação de silos em flight levels.

Business Agility é feita de talentos:

Uma empresa para trabalhar de forma sistêmica e orientada a valor tem que possuir os talentos e competências necessárias para isso.

Criar um ambiente de trabalho onde possibilite que as pessoas atinjam seus melhores resultados, faz parte de uma boa estratégia de gestão e que, por meio das experiências das pessoas combinando seus talentos para resolver problemas, vai fazer o trabalho sistêmico da organização fluir.

Essas engrenagens girando e se combinando é que vão habilitar a verdadeira agilidade de negócios.

Para habilitar Business Agility, precisamos de uma cultura colaborativa baseada em experimentação e aprendizagem e onde essa cultura é feita de pessoas que possuem talentos e competências que precisam serem desenvolvidos de forma que essas pessoas vão usar métodos, frameworks, tecnologias como meio para exponencializar os resultados organizacionais.

E aí, vem uma provocação: É possível que as organizações cresçam e sobrevivam hoje sem a agilidade de negócios?

Início da mesa redonda com especialistas:

Após a introdução dos conceitos de Business Agility, entramos na mesa redonda com uma série de perguntas aos especialistas sobre o tema.

Vamos citar algumas perguntas e algumas participações e frases dos nossos convidados:

Pergunta 1: Como definir de forma resumida o que é ter uma organização ágil?

Fabiano Milani – “Precisamos repensar a forma como trabalhamos. Agilidade vem para nos ajudar a recalcular a nossa rota de trabalho melhor. Quando precisarmos alterar o nosso planejamento, faremos com baixo custo e com menos resistência com o foco de ir em direção ao caminho correto. “

– “Agilidade não é sobre ter times ágeis, mas ter interações ágeis! “

Alessandra Amazonas– “Nada é top Down, as pessoas precisam saber o caminho onde querem chegar”

– “Agilidade é sobre produto, quando estamos produzindo algo para alguém consumir, esse consumidor pode ser nós próprios, as pessoas internas da empresa e todos precisam se ajudar ater inclusive como melhor produto interno e não como um projeto, tem empresas que entendem isso como; vou entender o framework que o mercado está usando e vou usar aqui também, e não funciona assim! Receita pronta não serve nem para cozinhar! “

– “Você passa recebe uma receita, entendi e cria do seu jeito e criar do seu jeito vai com que umas sejam mais bem sucedidas que outras.”

– “Buscar evoluir continuamente é uma receita que não é pronta e funciona “

Pergunta 2: Quais os principais desafios que você enfrenta hoje na organização?

Wendel Santos – “É uma questão de sobrevivência! Aqui na Recovery temos um propósito muito nobre que é transformas dívidas em recompensas.

-Precisamos experimentar muitas coisas para buscar nosso propósito e buscamos uma organização que precisava aprender continuamente.

-Fomos beber na fonte da agilidade. Temos um desafio cultural, a transição entre estruturas rígidas, comando e controle, papel da liderança isso tem mudado muito. Precisamos posicionar as pessoas para olharem e trabalharem com a dor que precisam resolver.

André Rentes – “Hoje não conseguimos imaginar uma empresa de tecnologia que não consiga se adaptar rapidamente às mudanças.

-O Problema não é se eu uso Business Agility na minha organização, eu vou ter que fazer para sobreviver. A grande questão é o tempo que isso vai acontecer e a qualidade dessa mudança. Isso se torna um diferencial competitivo entre as organizações.

-Na qualidade nós vamos verificar se essa mudança está indo para o caminho correto, e se não estiver temos que voltar atrás, precisamos aprender com o erro, mudar a estratégia se for necessário e continuar aprendendo e melhorando. “

Fabiano Milani – “Muita gente fala que aprendemos pelo amor ou pela dor.”

– “Vamos olhar para as organizações em de 2019 planejando seu ano fiscal para 2020, em março de 2020 veio a pandemia todas tiveram que praticamente rasgar seus planejamentos e se adaptarem.”

– “A mudança teve que ocorrer pela dor causada e usar a agilidade como meio se tornou algo puxado e necessário. Foi provado que as organizações conseguem sim se adaptar e as que não conseguirem, já sabemos qual será o destino delas.”

Pergunta 3 – A falta de habilidade de se adaptar as mudanças varreu do ranking das mil maiores empresas do mundo 70% das que integravam a lista da fortune 10 anos atrás. O que você acha que elas poderiam ter feito de diferente?

Ari Amaral – “As organizações em sua grande maioria tinham formas de trabalho muito engessadas, cartesianas, divididas em silos e com controles muito bem definidos. Um controle central não é capaz de tomar decisões complexas sozinhas.”

– “Fazer mudanças para essas organizações tinham um custo muito alto e forçava as pessoas a saírem da sua zona de conforto. Mas se elas tivessem se antecipado ao ver o sinal do mercado e que as mesmas soluções não mais resolviam os problemas, pois os problemas mudaram e exigiram soluções diferentes. “

– “Se elas tivessem flexibilizado seus modelos, descentralizado as tomadas de decisões, procurado trabalhar assumindo que a eficácia é um caminho de busca frequente e não assumir que o mundo é previsível, talvez muitas não tivessem saído do Ranking e outras até sobrevivido. “

– “Você pode aprender, métodos, processos e ferramentas, mas você tem que assumir que você está sempre buscando fazer a coisa certa e não assumir que você já sabe. Seu tookit de ferramentas são apenas meios de você tentar solucionar problemas.”

– “Você precisa considerar a experimentação como hipóteses e não como verdades, o que vai diferenciar tua organização é a capacidade de validar rápido essas hipóteses buscando sempre gerar resultados e resolver problemas e assumir que é um ciclo sem fim, pois o que resolve o problema hoje amanhã não resolve mais!”

Considerações Finais

Esses são apenas alguns exemplos de perguntas e respostas que foram respondidos em nosso evento. O webinar completo tem muito mais perguntas e respostas dos nossos convidados que vão agregar conhecimento e podem ser essenciais para seu negócio.

A Iteris é uma empresa que respeita a individualidade e a cultura de cada cliente. Usamos agilidade como meio para acelerar resultados organizacionais e ajudamos os nossos clientes a encontrar as melhores hipóteses para exponencializar seus resultados.

Não deixe de assistir o webinar Business Agility completo oferecido pela Iteris.

Venha descobrir como uma empresa centrada em pessoas ajuda organizações a se descobrirem e evoluírem no caminho da Business Agility. Fale conosco!