No 1º Iteris Agile Talk – O caminho para o Business Agility, que aconteceu no dia 2 de dezembro, os convidados refletiram sobre como impulsionar resultados, inovação e transformação digital nas empresas trazendo insights, discussões e diversas questões cruciais para agilidade de negócios.

Durante o evento, que reuniu nomes como Fabiano Milani, da FIAP, Alessandra Amazonas, da Alelo Brasil, Wendel dos Santos, do Grupo Recovery, Ari Amaral e André Rentes, da Iteris, tivemos também algumas rodadas de perguntas e respostas que foram primordiais para entender o mercado atual.

Confira:

Tenho sempre ouvido sobre toolkits para agilidade e concordo, mas, existe limite para aplicar esses toolkits dentro da organização? – Danilo Santiago

Um bom toolkit de agilidade é aquele que resolve o problema. Mais importante que o toolkit é saber o que fazer com ele. Saber onde usar determinada prática, framework ou método. Mas, precisamos experimentar e medir se eles estão nos ajudando a atingir o resultado esperado – lembrando que a melhoria contínua não tem fórmulas.

Vocês podem comentar de algum case de uma empresa brasileira que “quebrou” ou teve perda de mercado em decorrência de não ter trabalhado com práticas ágeis e Business Agility? – Kleber Castro

Acho que não é o caso de quebrar pelo fato de não ter usado práticas ágeis, mas pelo fato de não ter se preparado para responder rápido às mudanças. Os casos que o André Rentes citou da Kodak e da Blockbuster são bons exemplos. Entre várias outras empresas que sumiram do mapa como Mappin, Mesbla etc.

Como fazer para levar a visão de agilidade para a diretoria? – José Mauricio de Souza

A visão de agilidade é orientada a produto e à entrega de valor. Diretorias de empresas, quando entendem isso, são os que mais aderem.

Business Agility tem a ver com ajudar a organização a trabalhar de forma mais coordenada para reduzir desperdícios e acelerar resultados. Ter números que mostrem resultados é o melhor argumento para engajar a alta diretoria.

E como levar para a diretoria a visão de produto x projeto? – José Mauricio de Souza

Entendo que tudo começa com uma boa análise do contexto organizacional onde precisamos mapear a cadeia de valor e mostrar os desperdícios e o alto custo de coordenação que uma visão projetizada traz.

Precisamos organizar o planejamento da empresa orientada às unidades de valores de negócio e acompanhar se o esperado se valida ao final do processo.

Na opinião de vocês, o que seria mais complexo: promover a mudança de mentalidade num processo de transformação ágil ao corpo de TI e de projetos ou para as áreas de negócio e camada de gestão da companhia? – Paulo Sampaio

Acho que ambos possuem suas dificuldades. Porém, temos que analisar o contexto organizacional e a cultura de cada área e de cada empresa.

Na minha experiência, quando o C level entende que as ações fazem sentido para alavancar resultados na companhia, eles compram e se engajam na ideia. 

A camada da média gestão, talvez, seja a mais resistente por ser a que mais é tirada da sua zona de conforto.

Estou entrando de fato no mundo ágil, vou atuar como um consultor e disseminador da agilidade em algumas empresas. Que dica me dariam para que eu consiga mais sucesso nessa jornada? – Benedito Carlos da Silva Costa

Nunca desconsidere a cultura organizacional. Não bata na cultura, tente entender quem é quem na empresa e qual o propósito geral.

Mapeie a cadeia de valor e entenda as competências que a organização tem disponível – depois que entender o contexto, mapear é o passo em que poderá começar experimentar algumas práticas ágeis que tragam mais resultado com o menor custo.

Comece em passos pequenos. Experimente e valide. Busque ter um bom mentor e seguir pessoas que tenham credibilidade no que falam. Uma boa referência é buscar profissionais que estão fazendo, na prática, o que dizem.

Levantar os Hacks Culturais e as alavancas sistêmicas são, hoje, um diferencial para compreender o sistema do cliente? – Roger Alberto do Santos

Com certeza. Esse é uma grande diferencial, pois entendendo a cultura e sabendo onde mexer, vai economizar esforços e tentativas.

Analisar o problema antes de partir para a solução é usar o mindset da eficácia na prática.

Indicamos fazer um mapeamento dos propósitos, projetos e iniciativas da organização. Definir um “Business Value“, através de uma fórmula de preferência com números para que se priorize primeiro as iniciativas estratégicas e se quebre em pedaços que possam já trazer retorno para organização.

Comece com uma boa análise de maturidade organizacional, mapeando a cadeia de valor, levantando as restrições, oportunidades, entendendo as possibilidades que a organização dispõe e o nível de competências para realizar o novo trabalho.

Depois disso, pode-se se investir melhor em capacitações, mentorias, coaching e apoio com profissionais experientes para ser mais assertivo na busca pela agilidade organizacional.

Como se preparar para uma transição de carreira visando a área de Business Agility? – Robertson Fiori

Primeiramente, é interessante entender o que você tem prazer em fazer. Trabalhar com produtos? Com tecnologia? Com gestão? 

Busque especialização em linhas que tenham a ver com o que você goste mais. Procure conhecer o que faz um Product Manager, um Product Owner, Scrum Master, Agile coach etc.

Depois, busque o conhecimento e tente sempre aplicá-lo rápido para validá-lo. Aconselho a ter um coach de carreira para casos de transição. Ele pode ajudar a encurtar seus caminhos.

Outra questão: ainda vejo o mercado de Business Agility buscando profissionais ainda oriundos ou com formação acadêmica da área de TI. Como um “não TI” pode ampliar as chances de contratação? – Robertson Fiori

Excelente pergunta. Tenho visto casos em que os profissionais não oriundos de TI quando entendem suas responsabilidades e competências e agem para multiplicar conhecimento com as pessoas tem se saído muito bem.

Aprenda sobre pensamento sistêmico, aprenda sobre Lean, sobre teoria das restrições, sobre facilitação, sobre gestão de pessoas e seja alguém que se comunique bem e saiba influenciar e entender contextos.

O profissional que busca além do básico vai estar preparado para grades desafios envolvendo a agilidade de negócios. 

Se você terá contato com pessoas muito técnicas, invista um tempo em aprender o mundo deles. Pelo menos, para se comunicar melhor. Isso será muito bem visto pelas pessoas de tecnologia.

Seja alguém que aprende o que precisa para poder resolver problemas ou que saiba se conectar com outras pessoas para ajudar a resolver objetivos de forma colaborativa.

Como está a maturidade das empresas em relação da agilidade no negócio? – Alison Laurentino

Segundo o relatório do Business Agility Institute, em uma escala de 1 até 10, a grande maioria das organizações tem ficado entre uma maturidade 3 e 5. 

É ainda tudo muito novo, mas as empresas vêm evoluindo por questão de sobrevivência!

Business Agility é mais sobre clientes e/ou pessoas no centro? – Veronica Manoela

Business Agility é sobre o cliente no centro e termos uma cultura organizacional formada de pessoas que se respeitem e de talentos que se combinem para atender seus clientes da melhor forma possível.

É sobre uma organização aprender a colaborar, áreas  e pessoas se ajudando a atingir um objetivo comum: o cliente se sentido maravilhosamente bem usando seu produto e serviço.

Como engajar uma equipe quando a liderança não conhece/entende de agilidade? – Roberta A L Silva

Ótima pergunta, Roberta.  Se você acha que é importante ter engajamento, isso tem que partir de você. Mude sua forma de trabalhar e seja exemplo. 

Aconselho que se uma liderança não entende de gestão ágil, ela precisa se qualificar em relação ao assunto e contratar um agilista ou agile coach para poder apoiar nesse contexto.

O que torna essa metodologia diferente de outras já difundidas e porque a organização deveria adotá-la? – Jean Vasconcelos

A diferença é muito na questão de necessidade.

Ou você adota uma visão mais colaborativa de trabalho orientada a entregas de valor ou dificilmente sua empresa vai sobreviver.

Qual o principal desafio de “aplicar” a mentalidade ágil em uma organização? – Caio Nogueira

Acho que entender a cultura da organização e fazer com que a organização entenda a necessidade de mudar e se adaptar para poder crescer.

Como trazer engajamento hoje na gestão de equipe e fornecedores em formato remoto? – Eduardo Santos

Com o ambiente remoto, temos visto que precisamos cada vez mais de feedbacks, mecanismos de fazer com que as pessoas interajam e troquem experiências.

Um líder, hoje, pode usar de meios como ter mapas mentais dos seus liderados, se interessando e os conhecendo melhor.

Ter momentos de ouvir cada um do time e criar acordos que sejam claros para todas as pessoas.

Um líder deve dar autonomia para as pessoas tomarem decisões, distribuir responsabilidades alinhadas às competências que as pessoas possuem, apoiar a capacitação e o desenvolvimento do seu time com boas práticas, métodos e um bom modelo de gestão.

Essas foram as principais perguntadas do 1º Iteris Agile Talk – O Caminho para o Business Agility. Quer saber mais como seu time se tornar um time de alto desempenho? Entre em contato com a gente.