O trabalho de Product Design não é uma tarefa simples. Um novo produto, com nova funcionalidade, nova interação com o usuário ou uma nova experiência é algo desafiador.

Hoje, a pesquisa do usuário é vista como muito mais importante pela liderança das organizações do que nunca.

Você já parou para pensar, por exemplo, que não temos um treinamento para mexer em aplicativos como Whatsapp ou Uber, mas, de forma intuitiva, conseguimos acessar e navegar tranquilamente por aquele ambiente?

Isso acontece, justamente, por causa de UX Research dentro de Product Design. Ou seja, a pesquisa de experiência de usuário na construção de um produto.

O processo deve ser centrado no usuário. Assim, podemos aprender e defender as metas e necessidades deles.

É muito importante entender o problema do usuário e o quanto isso melhora sua experiência. A maneira mais eficaz de sabermos sobre os objetivos do usuário é ouvindo os problemas e desejos dos usuários, entendo qual é o “job-to-be-done” tanto de toda nossa solução como cada funcionalidade (lembrando que isso vale tanto no início da criação do produto, quanto durante as execuções das sprint de implementação – é um ciclo contínuo).

É preciso empatia: antes de pensar em novas oportunidades, é necessário mergulhar no problema do usuário para entender como é sua jornada.

Mas, ainda assim, existem certas dificuldades em descobrir o problema do usuário e isso pode afetar todo o processo.

Separamos 4 estratégias para definir hipóteses e encontrar oportunidades de melhoria em Product Design.

1. Definição de objetivos estratégicos

A primeira etapa do pensamento do produto é, naturalmente, determinar o problema que seus usuários estão procurando resolver. O que nossa solução oferece para melhorar ou resolver uma dor do usuário? O que o usuário espera tanto durante a jornada – antes, durante e ao fim do processo – em nossa solução?

Essas são as razões pelas quais eles irão comprar o seu produto – desde que realmente resolva o problema de uma forma significativa e valiosa.

Se o problema que você escolheu não existe realmente ou a solução que você propôs não resolve realmente o problema – seus produtos não terão valor para os usuários.

Claro, existe a possibilidade de que se você errar a solução – você pode consertá-la, mas se você resolver um problema que não existe, há pouco que você possa fazer sobre isso na análise pós-lançamento.

Como Steve Jobs já alertou anteriormente, publicado no livro de Leander Kahney em 2008, não se esqueça de que os usuários podem não ser capazes de articular seus problemas muito bem, cabe a você entendê-los.

Portanto, é preciso cavar fundo e fazer algumas observações da vida real, além de apenas falar com seus usuários.

2. Mapeamento de Personas

Personas são representações de grupos ou nichos de usuários criadas com base em sua pesquisa, a fim de representar os diferentes tipos de usuários que podem usar seu serviço, produto, site ou marca de maneira semelhante.

Criar personas ajuda o designer a entender as necessidades, experiências, comportamentos e objetivos dos usuários.

O principal objetivo da persona é criar empatia pelos usuários. Compreender e relacionar-se com o que é importante para seus usuários é uma parte essencial do Product Design.

Você deve sempre criar personas a partir de observações sobre usuários reais. A persona nunca deve ser inventada a partir de suas suposições sobre seus usuários.

As personas devem ser tão verdadeiras quanto possível. Por isso, é importante gastar tempo aprendendo o máximo possível sobre os usuários-alvo – quais são as principais características das pessoas que usam nossa solução?

Pensar além de fatores demográficos, como idade, educação e localização, mas, principalmente, em fatores psicológicos – como elas pensam, o que elas gostam, quais seus desafios e objetivos – e encontrar semelhanças nisso.

3. Desenho da jornada do usuário

A jornada do usuário é usada ​​para mapear o relacionamento entre uma pessoa e uma organização ao longo do tempo e em todos os canais nos quais ele interage com o negócio.

Dentro do Product Design, as equipes de design usam mapas da jornada do usuário para entender como as experiências atendem às expectativas e encontrar áreas onde eles precisam melhorar os projetos.

É importante definir:

  • Quando nosso usuário considera a nossa solução?
  • Qual é o primeiro contato?
  • Como é o processo de decisão de compra?
  • Como é a relação do usuário com nossa solução durante o processo de compra e, principalmente, durante o uso dela?
  • E, não podemos esquecer, o que o usuário vivencia após o uso de nossa solução?

Mapear uma jornada do usuário é uma boa maneira de criar empatia com os usuários e entender melhor suas diferentes abordagens e pontos fracos. Às vezes, precisamos vivenciar o cenário para encontrar os detalhes sutis que podem melhorar nossa experiência do usuário.

4. Métricas de usabilidade

A estrutura de usabilidade é uma ferramenta centrada em um usuário que irá interagir com um determinado produto ou serviço em um contexto específico. Ele mede a usabilidade de um produto ou serviço, capturando e criando referências de sucesso para eficácia, eficiência e satisfação:

  • Eficácia é a exatidão e meticulosidade do objetivo alcançado.
  • Eficiência se refere aos recursos que o usuário esgota para atingir um objetivo específico.
  • A satisfação está relacionada aos pensamentos subjetivos do usuário sobre sua experiência com o produto. Isso inclui suas opiniões e atitudes sobre o nível de conforto, relevância da aplicação e aplicabilidade de uso.

Se um produto não atingir os objetivos de eficácia, eficiência e satisfação, ele também não alcançará os objetivos de usabilidade do produto – ou os objetivos do usuário.

A usabilidade sustenta tudo em um aplicativo. Se o aplicativo tiver usabilidade ruim, os usuários não conseguirão interagir com ele de maneira adequada.

Como alternativa, os usuários voltarão a um aplicativo repetidamente se puderem realizar suas tarefas de forma rápida e fácil, compreender a funcionalidade sem experimentar e descobrir os recursos do aplicativo com facilidade.

Pode ser, principalmente, utilizada em produtos digitais, mas não limitado a isso.

Precisamos entender, de maneira objetiva, quais são os principais pontos da nossa solução que realmente serão utilizadas: quantidade de acessos em uma tela, quantidade de cliques, tempo de exposição, enfim, dados que podem nos dizer o que está acontecendo.

Quais desafios você encontrou em UX Research? Como você os resolveu?