Comunicação em tempo real, transações bancárias, compras, atividades profissionais – tudo isso faz parte de um meio digital que exige segurança em front-end como forma de proteger nossos dados.

Afinal, os dispositivos digitais estão cada vez mais presentes em nosso dia a dia e, para além da grande variedade de funcionalidades, passam por uma verdadeira evolução pautada pelos avanços tecnológicos.

Nesse sentido, é impossível ignorar o impacto que a LGPD tem sobre o desenvolvimento das soluções dentro das empresas, demandando novas maneiras de utilizar a tecnologia e repensar processos e ferramentas para se adequar às exigências da lei de proteção de dados.

Para as empresas, isso significa entrar em um processo de adaptação e capacitação para que os times de negócio, tecnologia da informação e desenvolvimento de produtos trabalhem em sinergia na implementação das melhores soluções no que tange à proteção, coleta, armazenamento, tratamento e compartilhamento de dados.

E é aí que a segurança entra como parte essencial do processo de desenvolvimento de novas aplicações.

Cada vez mais, desenvolvedores front-end compartilham responsabilidades iguais aos de back-end e DevOps em termos de segurança.

Os profissionais devem estar atentos à proteção de seus produtos e cientes dos erros que podem ocorrer na implantação de sites e aplicações, evitando o ataque de hackers e outros riscos aos usuários finais.

Do ponto de vista dos clientes, a expectativa é que a experiência online seja segura e que suas informações não sejam expostas, violadas ou usadas de maneiras inesperadas. E, para que a segurança seja efetivamente garantida, é preciso considerar os riscos existentes e investir na adoção das melhores práticas para evitá-los, promovendo assim a confiança de suas aplicações.

A seguir, apresentamos 3 tipos de ataques cibernéticos mais comuns e medidas que evitam com que eles ocorram em seus produtos digitais:

1. DDOS – Distributed Denial of service

DDOS são ataques em massa de múltiplas fontes – muitas vezes bots – que derrubam os serviços de um site pela quantidade de requisições aos servidores que hospedam.

Recomendação: além do Captcha, que é um tipo de autenticação simples por desafio e resposta, existem serviços de segurança avançados, principalmente nas nuvens públicas, que oferecem uma proteção maior e mais sofisticada.

2. CSRF – Cross-site request forgery

O exemplo aqui é bem comum: sabe quando recebemos e-mails que se passam por um banco? Quando clicamos, o serviço malicioso utiliza as credenciais – hospedadas em cookies, por exemplo – para realizar a autenticação em suas aplicações, podendo alterar dados ou efetuar operações com as credenciais do usuário.

Recomendação: habilitar HTTPS nos sites, o que possibilita a criptografia do cookie no modo “secure” e também utilizar políticas de segurança dos navegadores mais modernos (CSP – Content Security Policy), que permite definir regras como qual site terá acesso ao seu cookie.

3. XSS – Cross-site Scripting

Ataques XSS ocorrem quando um hacker implanta um script malicioso no front-end no qual o usuário está acessando. Como o front-end pode não validar que este conteúdo foi implantado, pode possibilitar que o script envie informações do seu site para o site do atacante, como credenciais digitadas numa tela de login.

Recomendação: existem várias formas de se proteger desse tipo de ataque e uma das mais apropriadas é realizar a limpeza de mensagens ou conteúdos recuperados do back-end, que são apresentados ao usuário diretamente, removendo possíveis scripts maliciosos.

“O desenvolvimento seguro de sistemas é mais que apenas revisar o código que o time está implementando. Adotar práticas de segurança no planejamento e refinamento, validar a segurança dos artefatos que serão entregues e capacitar o time devem ser ações aplicadas num ciclo contínuo. É assim que podemos fazer sistemas cada vez mais seguros.” Agnaldo Costa de Almeida, Engenheiro de Soluções na Iteris.

Na Iteris, a segurança é um dos pilares que norteiam os serviços de desenvolvimento para os nossos clientes.

Além disso, contamos com times especializados em desenvolvimento front-end, capacitados para atender os mais diversos desafios técnicos e de negócio, contamos com squads de segurança de dados, unindo eficiência, soluções avançadas e proteção nos projetos que fazemos parte.